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Apple se tornará a maior fabricante de computadores do mundo, superando a HP
até o final do ano que vem. É isso que afirma a consultoria Canalys, que
acredita que o iPad 3 (ainda não
anunciado oficialmente, mas previsto para o primeiro trimestre de 2012) deve
ser a chave para a empresa alcançar o topo do mercado de computadores no mundo.
“A Apple viu sua participação no mercado de
PCs subir de 9% para 15% em apenas quatro trimestres”, afirma o analista da
Canalys, Tim Couling. “A HP e a Apple lutarão pelo primeiro lugar no Q4, mas
ela terá de esperar pelo lançamento do iPad 3 antes de ultrapassar a rival.”
Há algumas semanas a Canalys liberou seus
números para o mercado global de computadores no terceiro trimestre de 2011,
que colocaram a Apple em segundo lugar, com uma participação de 15% no mercado,
logo atrás da HP e seus 16%. A Canalys atribui em grande parte o crescimento do
mercado mundial ao iPad e estima que as vendas de computadores alcançarão 415
milhões de unidades em 2011, um aumento de 15% em relação ao ano anterior.
Os
rivais da Apple no mercado de tablets estão “lutando para competir de forma
lucrativa com a Apple”, afirmou a consultoria. A chegada do sistema Android 4.0
pode nivelar de alguma forma o mercado.
No entanto, os concorrentes da Apple em
outros mercados não devem se animar. Os novos Ultrabooks, tidos por
muitas pessoas como rivais para o MacBook Air, da Apple, não ganharão força no
mercado a não ser que baixe seus preços, afirma a Canalys.
“Para os Ultrabooks se tornarem populares, os
preços precisam cair consideravelmente”, afirmou o analista de pesquisas da
Canalys, Michael Kauh.
“Os modelos mais baratos custam em torno de
800 dólares, uma barreira real para a massa de consumidores. À medida que mais
fabricantes adotem o Ultrabook, os custos dos componentes devem cair e os
preços para o grande mercado devem ser alcançados.”
No entanto, os efeitos das recentes enchentes
na Tailândia podem acabar nos bolsos dos fabricantes de Ultrabooks, afirma a
Canalys. As inundações causaram uma séria interrupção na produção de discos
rígidos, o que poderia significar que a fabricação de SSDs aumente e seus
preços caiam.
Mas, por enquanto, as vendas de notebooks
parecem “saudáveis” e devem alcançar 211 milhões de unidades neste ano, 10% a
mais do que em 2010, de acordo com a Canalys.
