Se você achava que o Kindle Fire era barato, eis o
Aakash: por US$60, este é o tablet mais barato do mundo – e pode ser
parcelado em 30 parcelas de US$2. Lançado na Índia, ele já tem 300.000
reservas, o que não conta as unidades que universitários receberam de graça. E
o Brasil manifestou interesse em trazer tablets como este para cá.
Com 350g, o Aakash
(também chamado de Ubislate) roda Android 2.2 e tem touchscreen de 7 polegadas,
processador e chip gráfico – que reproduz vídeos em HD – 256MB de RAM, 2GB de
espaço interno, entrada para cartão de memória e duas entradas USB (não
microUSB). Ele tem bateria relativamente pequena de 2.100mAh, mas pode ser
recarregado com energia solar. O tablet acessa a internet via Wi-Fi e modem 2G, e a internet
custa US$2 por 2GB.
Inicialmente, o Aakash iria custar US$35, mas os
US$60 cobrados por ele ainda são bem baixos. Como é que a Datawind, que
fabrica o tablet, conseguiu chegar ao preço de US$60? Assim: a touchscreen é
resistiva, o processador é de 366MHz, ele não tem 3G (só 2G/EDGE) e não
licencia o Android Market nem apps do Google –
a loja de apps é a GetJar. E a Datawind é subsidiada pelo governo. Mas o
VentureBeat já testou o tablet e disse: ele
é bom o bastante para os fins
educacionais a que se propõe.
O Brasil manifestou
interesse no Aakash: segundo Tuli, o governo brasileiro e de outros países
emergentes pediram que a Índia participasse de programas semelhantes ao do
Aakash. “No entanto, nenhum deles emitiu propostas para oferecer dispositivos
de baixo custo até agora”, disse Tuli.
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